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Sem dúvida, um dos fatores que mais gera ansiedade nos adolescentes é o atual estado de distanciamento entre pais e filhos dentro das famílias.

Publicado em 18/08/2008

Solidão nas famílias
Leo Fraiman


Sem dúvida, um dos fatores que mais gera ansiedade nos adolescentes é o atual estado de distanciamento entre pais e filhos dentro das famílias.

O convívio está cada vez mais escasso, as pessoas quase não se vêem e, quando o fazem, muitas vezes não conseguem conversar. Muitos filhos vivem uma sensação de que estão "falando sozinhos", não se sentem respeitados, nem ouvidos. Prepondera assim, a solidão, ainda que todos morem debaixo do mesmo teto.

Em muitas famílias, ocorre que os pais dão "tudo" aos filhos em relação a questões materiais, mas se demonstram incapazes de oferecer-lhes afeto, convívio, limites, um diálogo autêntico, compreensão e a noção de responsabilidade social, fatores de que tanto necessitam para crescerem plenos.

Como conseqüência desse distanciamento, forma-se um vácuo entre pais e filhos, e abre-se espaço para comportamentos auto-destrutivos como a apatia, a depressão, a baixa auto-estima, notas ruins na escola e comportamentos agressivos. No que tange à escola, observa-se que o adolescente que tem um mau relacionamento com os familiares tende a:

1. apresentar dificuldades de sociabilização e de trabalhar em equipe;

2. fazer as provas e trabalhos escolares com um nível alto de ansiedade e baixa motivação, sem acreditar em si mesmo;

3. prestar qualquer curso no vestibular, só para os pais não "pegarem no pé" e se ver livre deles, ou prestar o curso mais distante possível para ficar longe dos pais.

Esses pais muitas vezes se justificam: "Não dá tempo, o trabalho me exige muito", "Ele (o filho) não quer eu participe", "Ela (a filha) não me quer por perto". Assim encobrem sua rejeição/omissão dizendo que são seus filhos que "não sabem conversar", "não ouvem" e "não se importam". Eles dizem ainda: "eles não têm mais limites", "os jovens de hoje não nos ouvem", "a escola deveria dar mais educação para os meus filhos", "a educação deveria ser mais rígida".

O que incomoda justamente esses pais é que essa juventude é diferente das demais. É questionadora, pode gritar por socorro, o que em tempos passados era algo impensável. Isso incomoda a quem quer tudo do seu modo e não mostra abertura ao diálogo, aquele que tem personalidade rígida ou é pouco flexível em suas crenças, na forma de relacionar-se.

Há tempos atrás, a distância do pai (principalmente a figura masculina) em relação à educação dos filhos era inquestionável. Os limites eram muito rígidos e cumpridos à risca, estando eles certos ou errados. Hoje, debate-se sobre tudo, e os filhos pedem aos seus pais e professores explicações sobre o porquê de suas punições e limites. Respostas que nem sempre eles conseguem obter. Os jovens de hoje já não ouvem ou obedecem com a mesma passividade um limite estabelecido, não se contentam mais com explicações do tipo: "Porque sou seu pai (ou professor)". Veja o quadro:

ANTES (há 10 anos aproximadamente)

HOJE

 Poder: Pré-estabelecido,
 respeitado à risca

 Poder: Questionado, busca-
 se desrespeitar
 Limites claros, aceitos e 
 cumpridos
 Falta de limites
 Sem questionamento sobre 
 autoridade
 Questiona-se tudo
 Patriarcalismo, de imposição  Busca de uma nova
 ordem, de troca e negociação
 

Hoje em dia, temas como os valores morais, o que é certo ou errado, quem deve educar os filhos, quais devem ser as regras da casa, qual o papel do homem e da mulher, são objeto de questionamento, debate, ou até mesmo discórdia nas famílias.

O fato é que a organização patriarcal da família, na qual o pai saía de casa para trabalhar e trazer dinheiro, mas era ausente na educação, e a mãe abdicava integralmente de sua realização profissional para se dedicar à família e filhos, começa (felizmente!) a ser modificada. Se você deseja criar filhos sadios, felizes e com atitudes empreendedoras, deve compreender que a sua casa é um primeiro contato no qual eles experimentam:

1. a validação de elogios e críticas;

2. o senso de cidadania e justiça (a partir de uma educação familiar pautada pela busca de autonomia);

3. o desenvolvimento da atitude empreendedora (que é a soma das duas anteriores, mais o incentivo à experimentação, ao gosto pelo risco consciente e à perseverança) e os limites dos seus atos (pela discussão do certo e errado, pela tomada de consciência do que são regras e do que pode ser negociado).

Seja um bom espelho no qual seus filhos possam ver seu futuro refletido. E lembre-se: sua casa deve servir como um trampolim para uma vida saudável e feliz.

Sem dúvida, um dos fatores que mais gera ansiedade nos adolescentes é o atual estado de distanciamento entre pais e filhos dentro das famílias.

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