“Compreender é inventar ou reconstruir através da reinvenção, e será preciso curvar-se ante tais necessidades se o que se pretende, para o futuro, é termos indivíduos capazes de produzir ou de criar, e não apenas de repetir.”Publicado em 08/04/2009 Educação Infantil e o pensamento matemático: possibilidades e desafios! “Compreender é inventar ou reconstruir através da reinvenção, e será preciso curvar-se ante tais necessidades se o que se pretende, para o futuro, é termos indivíduos capazes de produzir ou de criar, e não apenas de repetir.” (Piaget) As crianças estão iniciando o estudo organizado e sistematizado da Matemática, porém, sabe-se que elas já possuem inúmeros conhecimentos informais desta ciência adquiridos em sua vivência. As atividades com manipulação de objetos fazem parte da realidade da criança e, normalmente, passam a ideia de brincadeira porém, tais atividades ajudam a desenvolver as estruturas intelectuais. Utilizadas adequadamente no ambiente escolar, contribuem para a organização do pensamento lógico-matemático. Para compreender melhor alguns conteúdos matemáticos, como o Sistema de Numeração Decimal, é necessária a construção de estruturas mentais, bem como a de certos hábitos de pensamento e de ação, que devem ser desenvolvidos necessariamente a partir da Educação Infantil. Mediante atividades como: agrupamento ou separação de objetos, jogos e brincadeiras que levem a criança a reconhecer semelhanças e diferenças, estabelecemos relações de pertinência de um elemento a um determinado grupo e desenvolvemos inúmeras habilidades lógico-matemáticas. As operações de identificar, classificar, seriar estão presentes no nosso dia-a-dia, favorecendo a organização espaço-tempo empregada nas atividades que realizamos. A criança deve ser convidada a observar ao seu redor e, deste modo, perceber que os objetos, assim como tudo o que a rodeia, possuem forma e ocupam um lugar no espaço; e que nesse espaço as coisas ocupam lugares e posições diferentes em relação umas as outras, normalmente, seguindo uma determinada lógica. Esse pensamento matemático está presente nas sequências e nas organizações feitas no dia-a-dia. Por meio da exploração dos conceitos e dos procedimentos relativos ao espaço e à forma, as crianças desenvolvem um pensamento que as ajuda a compreender, a descrever e a representar de modo organizado o espaço ao seu redor. Contribui, também, para a aprendizagem de números e de medidas, pois estimula a criança a observar, a perceber semelhanças e diferenças, a identificar regularidades. Há estratégias que devem ser evidenciadas, no trabalho pedagógico para a construção do pensamento matemático na Educação Infantil, das quais destacamos a vivência com jogos, as brincadeiras e a literatura infantil. Os jogos e as brincadeiras ganham importância na sala de aula à medida que aproximam a criança do conhecimento científico, propiciando a vivência de situações “reais” ou “imaginárias” que colocam a criança diante de desafios e da necessidade de buscar soluções, levando-a a raciocinar, a compartilhar ideias e a tomar decisões. Os jogos e as brincadeiras, na educação matemática, favorecem: introdução da linguagem matemática e, pouco a pouco, vão sendo incorporados aos conceitos matemáticos formais, ao desenvolver a capacidade de lidar com informações e ao criar significados culturais para os conceitos matemáticos e para o estudo de novos conceitos. A utilização da literatura infantil desenvolve diversas habilidades na criança, entre as quais: o aprendizado da língua falada e escrita; a representação artística de personagens da história infantil; a compreensão e a imaginação desenvolvidas por meio de imagens e de textos das histórias em quadrinhos; o desenvolvimento da representação, do ouvir, do escrever, da compreensão da realidade, do raciocínio, e da linguagem simbólica. Essas são apenas algumas habilidades que podem ser empregadas Desta forma, o desenvolvimento do raciocínio lógico- matemático efetiva-se à medida que proporcionamos à criança a vivência de situações em que ela se sinta desafiada, confrontada e parte integrante do processo de construção e de apropriação do saber matemático. Referências: SMOLE, K.; DINIZ, M. I.; CÂNDIDO, P. Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Porto Alegre: Artmed, 2000. MÁCCARINI, J. I. Contribuições da formação continuada em educação matemática à prática do professor. (Dissertação). Curitiba: UTP, 2007. |
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